Muito além do que os olhos podem ver

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…e é neste clima de arte urbana argentina que temos o orgulho de apresentar outro grande talento integrante do projeto Arte Viralata: Henry Peyloubet.

Nascido na pequena cidade de Pilar, na província de Buenos Aires, Henry teve a sorte de crescer e se desenvolver em um berço particular de arte. Filho de artistas plásticos, trabalhou desde a infância até a adolescência no ateliê de seu pai – que além de artista, também era ourives.

Ao completar 18 anos, juntou suas coisas e mudou-se para Florianópolis – lugar de onde nunca mais saiu.

Com o falecimento de seu pai, seu coração foi tomado por nuances de preto e branco – o que fez com que seu interesse pela arte ficasse adormecido durante muitos anos. No entanto, em um processo quase que natural, começou a sentir a necessidade de externar e expressar aquilo que o vinha consumindo.

Foi quando logo após o rompimento de um intenso relacionamento, deu-se o surgimento de uma faísca que logo acenderia um fogo difícil de ser apagado – e sem planejar absolutamente nada, aos 24 anos começaram a surgir os primeiros rabiscos. Logo em seguida, veio a experimentação de novos materiais como aquarela e nanquim, até chegar na tinta acrílica e no spray.

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“As minhas obras retratam meu mundo, minhas relações, as mulheres que passam na minha vida. Contam meus amores e desamores, por tudo que me apaixonei e tudo que de alguma forma me tocou” – ressalta.

Atualmente Henry é designer e jogador de hóquei sobre grama – contudo, para nossa alegria, seus laços com a arte seguem estreitando-se cada vez mais:

“A arte para mim é o momento, o processo, onde coloco tudo pra fora, independente do resultado e da estética. Sempre estou contando alguma estória, algo que está me apertando o peito, ou fazendo ele bater mais forte. É um processo de total libertação e intimidade”.

Dotado de uma sensibilidade aguçada e de sentimentos intensos, ele busca transmitir todo seu turbilhão de emoções através de sua arte:

“Costumam ficar resquícios do processo nas pinceladas, na força, ou no movimento que as cores propõem. É a forma que tenho de capturar aquilo que é invisível aos olhos. Procuro expressar o lado mais sensível e dramático do ser”.

A técnica preferida do nosso argentino manezinho é o nanquim, de traços soltos, livres, sem a possibilidade de correção – embora ultimamente venha utilizando também tintas acrílicas e spray. Na maioria de suas obras, podemos encontrar tons contrastantes e vibrantes, rostos femininos com grandes olhos e olhares cortantes, daqueles que parecem fitar diretamente quem os contempla.

“A arte diz quem sou, fala mais de mim do que eu mesmo, com minhas limitadas palavras. Não imagino uma vida sem arte. Ela é a linguagem da alma”.

Quando o assunto é a inspiração, ele diz que ela vem das pessoas, do que elas o fazem sentir, ou no que ele consegue enxergar através dos olhos delas – na beleza de algumas lágrimas e também no peso que estas pessoas carregam.

Henry também canaliza toda a sua sensibilidade para causas do bem, altamente relevantes para a transformação da sociedade. Ele também participa do projeto Cidades Invisíveis, que disponibiliza a venda de produtos personalizados por diversos artistas – e cuja renda obtida é revertida para benfeitorias em diversas comunidades locais.

Conheça, abaixo algumas de suas obras. Gostou? Então vem, porque todas elas estão disponíveis aqui.

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