Street art, carrões e motocas. Bem-vindos ao primeiro evento do Arte Viralata!

E aí, galera? O último sábado foi dia de elegância no reino vira-lata! Quando a gente diz que arte de rua é democracia pura, não é à toa.

Fomos carinhosamente convidados pela equipe de marketing da Top Car para executar um live painting diferente. A missão era que cada artista materializasse em sua tela – durante o evento de inauguração da loja – a sua interpretação acerca de 3 produtos, previamente escolhidos entre cada um deles.

E assim foi – em um sábado ensolarado em Blumenau, nós todos passando super bem, neste mega evento de inauguração da nova loja MINI /BMW.  Quando a gente diz mega, é porque realmente a parada estava fervendo! Promotoras, big band ao vivo, comes, bebes, presidente da empresa no Brasil, performance com motos e carros, desfile, caravana de clientes de moto…e muita gente bonita e simpática. Nem doeu ter que trabalhar no sábado! 😛

DSC_0592
O artista Gabriel Young na atividade. A ideia foi remeter a elementos característicos do modelo GS R1200 Adventure.

Teve gente fazendo contorcionismo, teve muita concentração, profissionalismo e também uma parcela de zoeira, só de leve, porque ninguém é de ferro. Tipo o Beto, que foi tirar onda com o letreiro, mas que quando foi zoado de “mini”, sentiu aquela artrose típica no dedo do meio.

O resultado final ficou MUITO bacana. Foi bastante gratificante e divertido para todos nós. Mais legal ainda, foi ver que conseguimos entregar três telas totalmente diferentes entre si – todas incríveis.

DSC_0620

DSC_0648
A obra final e a musa inspiradora do artista Rica de Lucca. Esta era uma BMW S1000 RR.
DSC_0632
O artista Beto Butter optou retratar o Mini Clubman de maneira mais lúdica – e acabou faturando o coração da criançada que acompanhava os pais no evento. 

Fica aqui registrado o nosso agradecimento de coração aos artistas Beto Butter (@betobutter) , Gabriel Young (@mandalascriativas) e Rica de Lucca (@ricadelucca), que toparam encarar este primeiro desafio com a gente. E claro, a equipe de marketing da Top Car, que confiou neste projeto que ainda que esteja dando seus primeiros baby steps, já tem ousadia para brincar em playground de gente grande.

Se você tem uma empresa e também gostaria de planejar uma ação com o Arte Viralata no seu evento, é só mandar um e-mail para contato@arteviralata.com.br – anotou?

Para nos despedirmos, ficam aqui mais fotos do que rolou por lá:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Até a próxima, camaradagem!

 

Anúncios

Manifesto Arte Viralata – Sobre Arte Urbana e Respeito

Há tempos venho sentindo uma vontade de expressar o real significado deste projeto para nós. Creio que é a maneira mais genuína de entender a origem e o verdadeiro valor que nós mesmos damos a ele. A coisa vai além do que parece ser. Não se trata apenas de um site na internet, como tantos outros, que buscam o sucesso e o faturamento astronômico a qualquer custo. Nós não temos as cifras como norte. Estamos longe disso.

PXE
PXE @marciopxe – Potencializando a beleza da cidade maravilhosa

Este projeto tem um nome. E este nome carrega a nossa essência e a essência da arte em que nós acreditamos. Ele escora o peso da essência dos nossos artistas e abarca nossos ideais.

Somos vira-latas. Sim, a partir do momento em que somos seres humanos, somos vira-latas. Somos fruto de uma mistura inimaginável de ancestrais e, se você se preocupa com isso, sinto lhe informar, mas não, não temos pedigree. Nem eu, nem você, nem a nossa arte. Ela não está confinada nos cubículos das galerias de arte e tampouco restrita aos círculos da elite. Não há forma. Não há amarras. A arte urbana é livre.

Tosko
Fernando Pimentel, o Tosko @fernandotosko – artista e professor

Livre de correntes artísticas, padrões estéticos. Ela mistura-se ao caos urbano cotidiano, fazendo parte de sua louca poesia. É democrática – afinal, todos podem apreciá-la. A arte de rua é feita e apreciada por gente. Gente que sofre, que perde o ônibus. Que vai apertada no trem, que pega 3 horas de trânsito – seja dentro de um carro, ou entre combinações de transportes públicos falidos. Gente que sua. Gente que tem problemas financeiros. Corações partidos.

Foto por Déinha Rauchfeld
Rica de Lucca @alma7_3 – Foto por Déinha Rauchfeld

DSC_0196
Gael @mandalascriativas – Foto por William Monteath

Ela é feita por e para gente que tem filho e se aperta para pagar as contas no fim do mês. Gente que se sente sozinha. Que chora. Que bebe, que fuma, que cheira. Que suja as mãos – seja de tinta, seja fazendo o trabalho que alguém delegou porque não quis se sujar. Gente que mesmo com tanto aperto, sorri. Que tem raiva da política, que sofre injustiças, toma dura da polícia. Gente que tem família, gente que não tem. Que sente saudades de casa, da cidade onde nasceu. Gente que largou tudo. Gente que veio de longe, gente que nunca saiu do lugar. Que perdeu os pais, que se perdeu. Gente que se decepciona, que tem crise de identidade. Que tem 30, 40, 50 e não sabe o que quer fazer da vida. Que não sabe se acredita em Deus, ou que tem certeza de que nada lhe faltará. Pra quem samba, anda de skate, surfa, canta, escreve. Pra quem faz música, para quem protesta, para quem se omite.

Cazé
Cazé Sawaya @cazearte – Conhecido por seus “barbudinhos” espalhados pelo Rio de Janeiro.

A arte de rua protesta, grita, late! Adorna o lar de quem não tem casa. Critica, ama, julga e colore. É inteligente, feita por gente.

lolli3
Stefano Lolli, o Lençol – que é tão estaile, que não tem Instagram.

Somos vira-latas. Mas entendam bem, senhores, não somos vagabundos. A rua é um grande display: nada mais, nada menos, que maior galeria do mundo – e é nossa.Vem colorir a minha vida. Faz um mural na minha casa, pinta essa tela pra mim, vem grafitar meu muro de graça, já que você não tá fazendo nada…

beto 4
Beto Butter @betobutter,  em ação – Foto por Coletivo Odara

Não. Respeito. Arte de rua é hobby, filosofia, fuga da realidade, válvula de escape, cachaça, combustível pra vida, mas também é emprego. É tempo, dedicação, ideia, criatividade, experiência, talento, técnica, energia, tintas, latas e pincéis. Anos de prática. Tudo isso tem um preço.

Henry Peyloubet
Henry Peyloubet @henrypeyloubet_art – hermano manezinho.

E foi por causa deste respeito, somado a nossa imensa admiração, que criamos o Arte Viralata. Queremos valorizar e conectar os artistas e suas obras a gente como nós – gente que curte, que ama e que respeita o artista de rua. O artista que não é celebridade. Que manda bem para caralho, que sabe disso, mas que conserva a humildade. Tornar a arte de rua acessível para quem respeita. Trazer cor, vida, sentimento – levar o pulsar urbano para dentro de casa. E mesmo sendo uma gota no oceano, não iremos desistir.

Quer conhecer o nosso trabalho? É só acessar o nosso site e escolher a obra que vai levar vida e personalidade para o seu lar 😉

Das ruas para sua parede. A arte brasileira agradece.

beto butter
Beto Butter. Foto por Coletivo Odara.

Hambúrgueres e Graffiti – Terreno Fértil para a Imaginação de Stefano Lolli, o Lençol

Camisetas com estampas de frutas tropicais. Chapéu de marinheiro. Fala mansa. Uma barba de respeito. Apetite voraz por hambúrgueres e o mundo na ponta do lápis. Estes são apenas alguns dos muitos atributos que compõem a entidade Stefano Lolli Robustelli – o Lençol.

Nascido em Manaus, este tímido designer gráfico de 26 anos já morou em tanta casa que nem se lembra mais. Desceu da Amazônia, passou pela selva de concreto e veio parar aqui, na ilha da magia.

Lolli1

Foi em 2007 que seu caminho se encontrou com o graffiti. Crescido na rua, ao som do hip hop,  conheceu um amigo que pintava e a partir desse primeiro contato, começou a aplicar sua criatividade nos muros da cidade. Do alto da maturidade dos seus 19 anos, resolveu grafitar o muro de uma igreja…e tomou dura da polícia. Foi apenas uma entre tantas outras que estariam por vir. Felizmente, isso não foi motivo para impedir que a imaginação do Lençol continuasse a ser impressa nos muros das cidades por onde andou.

Em suas andanças pelos dias atuais, sempre está acompanhado pela música e pela vontade de experimentar coisas novas, lugares novos e sabores novos – aliás, recentemente descobriu que abacate amassado com sal e limão é coisa de deus. Mas seu hobby preferido é mesmo desenhar o que bem entender. E ele tem talento de sobra para bancar a parte do “bem entender”.

DSC_0231

Minha filosofia de vida é experimentar as coisas e tentar deixar tudo o mais especial possível – e se entre os experimentos ele puder devorar um hambúrguer, melhor ainda.

Além de comer hambúrgueres, grafitar e ser demais, Lolli curte bastante trabalhar com ilustração digital. Em suas obras, gosta de tentar representar as coisas através de uma ótica mais poética, brincando bastante com as cores e flertando com temas latino-americanos e do cotidiano. Lençol se inspira nas pessoas que gosta, naquilo que acontece em seu dia a dia, naquilo do que sente saudades e naquilo que gostaria que acontecesse, mas que não acontece. Experimentar, misturar e aprender são os verbos que mais participam do processo criativo de suas obras.

E quando perguntamos para ele qual é o papel da arte em sua vida, a resposta é certeira: “Acho que é o único meio onde me sinto vivo de verdade.”

Pois é. Estamos chegando ao final do post e a pergunta que não quer calar, é: de onde veio o apelido “Lençol”? – Das roupas que eu usava: eram tão largas, que pareciam um lençol. Pronto, mistério desvendado!

Para levar um pedaço da imaginação deste figura para casa, não tem treta. É só dar um chega mais na galeria virtual de street art mais gente fina do Brasil e ser feliz. Lembrando que o Lençol é artista do mês, e que por isso, todas as suas obras estão com frete grátis até o dia 30. Vem!

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Hiper realismo no Graffiti, ou “Eita, achei que fosse foto”

Dentre tantas correntes existentes no cenário da street art, provavelmente o hiper realismo seja a que arranque mais “ooooohs” e “nooooooossas” de quem passa e observa. No entanto há controvérsias…já ouvi por aí algo como “pra quê isso, se já inventaram foto”?

É claro que o traço, a essência e o estilo característico de cada artista são os atributos que trazem a verdadeira graça e variedade para a maior galeria do mundo – as ruas. Porém, não se pode negar que para pôr na praça um muro hiper realista, há de se ter muita técnica e maestria.

Mundialmente, temos alguns nomes conhecidos por dominar este estilo – tais como a dupla de artistas suíços, Pablo Togni e Christian Rebecchi, também conhecidos como Nevercrew.

BLACK MACHINEBLACK MACHINE 2BLACK MACHINE 3

BLACK MACHINE 4

Em um de seus trabalhos mais recentes, “Black Machine” (2015), os artistas buscam trazer à luz a questão do aquecimento global, através de um imenso mural que contempla pintura com spray + instalação elétrica na fachada do Colosseum Theatre em Turin, na Itália. Vale a pena dar uma conferida no trabalho dos caras.

No Brasil, talvez o artista mais conhecido que flerta com este estilo hiper realista, seja o famoso Eduardo Kobra, de São Paulo.

KOBRA

Seus murais costumam misturar bases realistas com uma marcada explosão de cores geométricas característica de suas obras. Ele resolve como um verdadeiro maestro o problema do hiper realismo mencionado no início do post: a ausência dos traços característicos, e como consequência, da marca registrada de cada artista. A alegria que brota de seus mosaicos coloridos é exatamente o que nos faz reconhecer um “Kobra” em qualquer lugar do mundo – porque sim, ele já rompeu as barreiras tupiniquins há muito tempo, enchendo de orgulho o cenário da arte de rua brasileira.

KOBRA 2KOBRA 3kobra 4

De qualquer forma, seja realista ou não, toda obra ou muro tem o seu tempo, pensamento prévio, ideias, sentimentos, dedicação, amor, energia e dinheiro (ou você acha que as tintas são feitas de xixi de unicórnio que a gente cata na rua?) investidos. Por isso deve ser devidamente VALORIZADA. Por isso, fica aquele “alô” especial para quem acha que grafite não é trabalho, é coisa de vagabundo, e pede para os artistas fazerem “uma artezinha de graça” naquele evento, ou então pagando uma paçoca e uma mariola: NÃO PASSARÃO.

Para encerrar, vamos deixar vocês com uma galeria de fotos de murais hiper realistas desse mundão. Ah, e se você curte rap e realismo assim como nós, saca só as obras do artista Pedro Sertã, lá na galeria! O cara é fera demais. Enjoy!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Top 10 intervenções da zueira: Fofas, Intrigantes e Irreverentes

E aí, galera do bem? Estávamos dando aquele rolé maroto na web, quando resolvemos listar aqui um TOP 10 de intervenções fofas, intrigantes e irreverentes.

arteviralata.com.br –  Para dar um confere na loja!

10° Posição – Porque também há angústia, dilemas e afeto entre quadros de luz (ou seja lá o que isso for). Poderíamos dizer, inclusive, que esta cena contém doses de amor bem superiores às de certo corações por aí. Mah que fofura, ôe!

arte_viralata_10

9° Posição – Uma luz no fim do túnel? Não! Uma ilha deserta, um oásis na selva de concreto, pintado por crianças visionárias. Por quê é que nunca pintaram um desses dentro do Detran ou do Cartório Eleitoral?

arte_viralata_9

8° Posição – Conectividade urbana. Mas é claro que a ARTE não considerou a tomada de 3 pinos do Brasil, né?

arte_viralata_8

7° Posição – Atenção redobrada ao abrir esta porta! Trá, trá, trá…(x 435.646)

arte_viralata_7

6° Posição – Área de fumante? Não por aqui. Área reservada pra comer sua tortinha 🙂

arte_viralata_6

5° Posição – R.I.P. Amiguinho.

arte_viralata_5

4° Posição – Hail to the King! Não… Hail to the Polvo! Não… Hail to the Hidrante.

arte_viralata_4

3° Posição – Inclusão e diversidade. Permitida a entrada de ninjas (ok, como se eles precisassem de permissão para entrar em algum lugar) 😉

arte_viralata_3

2° Posição – Vice-campeão. Artista sagaz combinou a arte perfeita com o cenário perfeito. E a sombra? Não sei por quê, mas essa imagem produz um link direto com a situação atual do povo brasileiro.

arte_viralata_2

1° Posição – Simples, genial e com uma dose de politicamente incorreto. Esse mister zoeira é campeão da intervenção, mas esperamos que ele entenda que não pode usar esse banheiro, a menos que ele seja o Professor Xavier nessa história.

arte_viralata_1

Das RUAS para sua parede – indo além da duck face

 

alma baleia
Grafite “Baleia” do artista Rica de Lucca

 

Por Will, co-idealizador do Arte Viralata

“Das ruas para sua parede”. Das ruas para sua parede? Por quê? Só porque saiu das ruas para a minha parede, você também precisa levar para a sua? Sai pra lá, deixa a arte na rua. A arte é livre e nas ruas ela evolui mais rápido. Uma árvore pode crescer e compor melhor com aquela mandala indígena psicodélica. Um grafite hoje pode não estar por lá amanhã, vai que o velhinho ranzinza da esquina mandou apagar. Um tucano, representante da fauna brasileira, pode ceder seu bico para ser alterado para um braço mecânico segurando um buquê de girassóis azulados em questões de minutos. A estética é livre, infinita e mutante. Ela protesta, é irônica e dificilmente vai passar desapercebida. O que importa é que vai te impactar, se já não impactou.

Aproveita então e tira logo aquela foto para postar no Instagram. Eterniza a arte daquele artista que você nem conhece, mas que vai gerar bastante likes. Faz melhor, vai para frente do muro e tira aquele selfie fazendo duck face. Não esquece de usar o pau de selfie pra pegar mais arte do que pato.

Ser artista é foda. Se já é difícil ser artista na gringa, imagina então no Brasil, onde tudo já vem naturalmente com dificuldade nível hard. Mas peraí! E se você é um pouquinho como eu? Que admira o trabalho dos caras que superam adversidades mil para exporem sua arte para o mundo. Que não se prendem a pré-conceitos, estilos ou técnicas para se expressarem. Se você é minimamente assim será que não vale a pena ir além da foto cheia de efeito e saturação nas redes sociais? Será que não vale reconhecer que por trás de um grafite espetacular que te chamou a atenção, tem um coração pulsante que bateria acelerado sabendo que aquilo fisgou o seu olhar?

Que tal então repensar o “das ruas para sua parede”? Acho que pode ser uma boa. Pensa bem e faz o seguinte: Escolha sua arte, veja quem é o artista por trás, pense nele, tente visualizar o que ele estava imaginando ao produzir aquela obra e pendure com orgulho na sua parede. Compartilhar na sua casa diz mais sobre você do que no mundo online. Pode ter certeza que assim você estará ajudando muita gente a realizar sonhos, e o melhor: vai trazer energia e vida para aquela sua parede esquecidinha.

baleia 150x60
Tela Original “Baleia” do Artista Rica de Lucca.

Muito além do que os olhos podem ver

henry1

…e é neste clima de arte urbana argentina que temos o orgulho de apresentar outro grande talento integrante do projeto Arte Viralata: Henry Peyloubet.

Nascido na pequena cidade de Pilar, na província de Buenos Aires, Henry teve a sorte de crescer e se desenvolver em um berço particular de arte. Filho de artistas plásticos, trabalhou desde a infância até a adolescência no ateliê de seu pai – que além de artista, também era ourives.

Ao completar 18 anos, juntou suas coisas e mudou-se para Florianópolis – lugar de onde nunca mais saiu.

Com o falecimento de seu pai, seu coração foi tomado por nuances de preto e branco – o que fez com que seu interesse pela arte ficasse adormecido durante muitos anos. No entanto, em um processo quase que natural, começou a sentir a necessidade de externar e expressar aquilo que o vinha consumindo.

Foi quando logo após o rompimento de um intenso relacionamento, deu-se o surgimento de uma faísca que logo acenderia um fogo difícil de ser apagado – e sem planejar absolutamente nada, aos 24 anos começaram a surgir os primeiros rabiscos. Logo em seguida, veio a experimentação de novos materiais como aquarela e nanquim, até chegar na tinta acrílica e no spray.

henry2

“As minhas obras retratam meu mundo, minhas relações, as mulheres que passam na minha vida. Contam meus amores e desamores, por tudo que me apaixonei e tudo que de alguma forma me tocou” – ressalta.

Atualmente Henry é designer e jogador de hóquei sobre grama – contudo, para nossa alegria, seus laços com a arte seguem estreitando-se cada vez mais:

“A arte para mim é o momento, o processo, onde coloco tudo pra fora, independente do resultado e da estética. Sempre estou contando alguma estória, algo que está me apertando o peito, ou fazendo ele bater mais forte. É um processo de total libertação e intimidade”.

Dotado de uma sensibilidade aguçada e de sentimentos intensos, ele busca transmitir todo seu turbilhão de emoções através de sua arte:

“Costumam ficar resquícios do processo nas pinceladas, na força, ou no movimento que as cores propõem. É a forma que tenho de capturar aquilo que é invisível aos olhos. Procuro expressar o lado mais sensível e dramático do ser”.

A técnica preferida do nosso argentino manezinho é o nanquim, de traços soltos, livres, sem a possibilidade de correção – embora ultimamente venha utilizando também tintas acrílicas e spray. Na maioria de suas obras, podemos encontrar tons contrastantes e vibrantes, rostos femininos com grandes olhos e olhares cortantes, daqueles que parecem fitar diretamente quem os contempla.

“A arte diz quem sou, fala mais de mim do que eu mesmo, com minhas limitadas palavras. Não imagino uma vida sem arte. Ela é a linguagem da alma”.

Quando o assunto é a inspiração, ele diz que ela vem das pessoas, do que elas o fazem sentir, ou no que ele consegue enxergar através dos olhos delas – na beleza de algumas lágrimas e também no peso que estas pessoas carregam.

Henry também canaliza toda a sua sensibilidade para causas do bem, altamente relevantes para a transformação da sociedade. Ele também participa do projeto Cidades Invisíveis, que disponibiliza a venda de produtos personalizados por diversos artistas – e cuja renda obtida é revertida para benfeitorias em diversas comunidades locais.

Conheça, abaixo algumas de suas obras. Gostou? Então vem, porque todas elas estão disponíveis aqui.