Conheça a leveza dos personagens do Tosko – que de tosco, não tem nada.

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Fernando Pimentel, o Tosko.

O nome do cara é Fernando Pimentel, mas ele assina suas artes como “Tosko“. Entretanto, “toscas” seria o último adjetivo que poderíamos utilizar para descrever as obras deste simpático, pacato e talentosíssimo artista de Limeira, interior de São Paulo.

Fazem parte de seu acervo telas originais extremamente suaves e delicadas. A combinação de cores é um espetáculo à parte. Tosko parece ter a fórmula certa para misturar e equilibrar com maestria uma paleta infinita de tons pastéis. Contudo, foi depois de aprontar bastante e de se apaixonar pela capoeira durante sua infância, que começou o envolvimento com a arte:

Ao contrário de muitos, comecei a me envolver com arte apenas na adolescência, influenciado pelo rap. Conheci o movimento hip hop através de revistas dessa época, comecei a treinar em cadernos, a percorrer eventos de hip hop, graffiti… e a arte foi tomando conta naturalmente.

 

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Tela Original | Subsistência

E mesmo podendo estar sujeito a ser enquadrado em um estereótipo que muitos manés por aí julgariam subversivo, atualmente você pode encontrar o boa praça do Tosko na escola lidando com crianças – sim, além de adornar os muros de Limeira com seus graffitis incríveis, o professor Fernando Pimentel ministra aulas de arte nas redes de educação estadual e particular em sua cidade natal.

A arte é o meu ganha pão, meu sustento, meu bem estar, meu pensamento, são minhas ideias que estão em um estado abstrato e posso concretiza-las em muros pelas cidades e telas.

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E quando a gente pergunta pra ele o que mais gosta de retratar e expressar em suas obras, a resposta vem afiada – Tento trabalhar a leveza dos personagens, junto com elementos naturais como plantas, flores e animais. No ano de 2013 comecei uma série chamada “Simbiose” – tema do meu trabalho de conclusão da faculdade – onde busco elevar o pensamento e criar um novo olhar para as situações relacionadas em cada pintura. Cada trabalho conta uma história através de seus animais e a “simbiose” com os humanos, no intuito de colocar todos os seres vivos em uma mesma mensura e dimensão hierárquica no plano terreno.

Ainda que tenha um estilo bem marcado e participe ativamente do universo da arte urbana, Tosko não é de buscar rótulos para o seu trabalho – apenas desenho e realizo as pinturas por uma necessidade além de rótulos ou técnicas, diz o artista.

Além de propagar conhecimento e melhorar a estética da cidade, Fernando Pimentel tem seu currículo lotado de participações de peso dentro e fora do Brasil. Indo desde festivais, bienais e projetos em vários estados diferentes, até uma exposição em Santiago do Chile. Por sorte, o Fernando topou encarar este desafio conosco, e faz parte do  acervo espetaculoso de artistas do Arte Viralata. Quer levar uma obra original dele para casa? É só clicar aqui e ser feliz!

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Sejam bem-vindos ao Fantástico Mundo de Beto Butter

Age of Aquarius
Age of Aquarius – Tela Original, por Beto Butter.

Às vezes é preciso que façamos uma escolha equivocada para que sejamos empurrados em direção ao caminho certo e assim, andar de mãos dadas com a nossa vocação e dar asas a criatividade. Essa ruptura, para Beto Butter, deu luz a um universo paralelo que orbita entre a crítica social, o sarcasmo, sentimentos e angústias pessoais. Tudo materializado através de simpáticos animais antropomorfos cheios de cores e que ganham vida através de traços inconfundíveis.

“A arte hoje é minha vida, sem sombra de dúvidas. Ainda me pego pensando no tempo em que passava 8 horas trancado numa sala, cheio de processos no colo. Era triste” – diz o artista que é provavelmente uma das figuras mais conhecidas do cenário da street art de Florianópolis. Assim como muitos de nós, Beto precisou dar um passo para trás, para poder dar vários passos para frente, rumo a sua maestria e realização pessoal.

Nascido em Tubarão, Santa Catarina, aos 6 anos, mudou-se para a capital do estado, munido de seu arsenal de 120 lápis coloridos da Faber Castell, onde aos poucos foi descobrindo que a arte o divertia: “Desenhava o amigo, a maioria dos cartoons que eu assistia, e assim ia. No colégio, fazia quadrinhos – ainda lembro – os professores eram os vilões e os alunos, os heróis. Quando completei 17 anos, tive que escolher minha carreira. Erroneamente escolhi Direito, curso no qual persisti até a penúltima fase”.

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Beto Butter

Graças ao incentivo de sua avó – que teve uma participação significativa e bastante presente durante a sua criação – ele foi, desde a infância, um ser humano imerso e deslumbrado pela arte. Porém, segundo ele, levou bastante tempo até que começasse a se envolver com a arte urbana: “Comecei tarde a ir pra rua e a voltar a pintar telas. Conheci um artista que foi o grande responsável pela minha imersão no mundo da street art, mostrando cada processo desta nova manifestação artística. Em 2012, ele me levou para fazer uns graffitis, que acabaram me seduzindo de forma cruel. Não deram 3 dias e eu estava pedindo transferência para o curso de Design Gráfico”.

Recomeçando do zero, apostou tudo o que tinha nesta ruptura e descobriu um interesse voraz pela arte digital. A partir daí todas as suas apostas giraram exclusivamente em torno do que lhe dava gosto fazer, até que conseguiu participar do evento Entremostras na Fundação Cultural BADESC – incentivo que simplesmente o capturou de forma definitiva como artista.

A curiosidade em relação a arte gráfica era algo que o acompanhava desde muito, já que sempre quis saber como poderia fazer “aquelas montagens bacanas” e a pintura digital. Isso diz muito sobre o seu estilo característico, que consiste em uma mescla bem-humorada entre desenhos, pintura, spray fotos e digital. Em suas palavras, “é impossível brincar com um jogo só, então decidi testar tudo: tive minha época de acrílico, de giz pastel, óleo, aquarela, spray, etc. Hoje eu misturo tudo, gosto de usar spray e acrílica, na maioria das telas”.

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Loka por Tu, print por Beto Butter

Até mesmo fotos de desconhecidos encontradas no lixo, servem como playground para a imaginação do artista, como em sua obra “Loka por Tu” – e através das mais variadas técnicas, Beto retrata na maioria de suas obras o homem na pele do animal, sempre imprimindo em seu canvas uma situação a ser descoberta, algum momento compartilhado ou até mesmo alguma agonia.

“Procuro focar meu trabalho na adaptação do animal ao império rotativo do homem: nós mudamos nosso habitat de maneira absurdamente rápida, de forma que os animais ainda não se adaptaram a tantas mudanças. Busco mostrar o animal evoluído à pele do homem e uma curiosidade que eu gosto de mencionar, é que os animais que retrato com cauda, são de fato animais, os sem cauda são apenas humanos usando máscaras”

Hoje com 27 anos, e ainda um grande fã de cartoons, Beto dá os primeiros passos em direção ao empreendedorismo, como um dos sócios da Brick by Brick Design & Illustration – um studio de design e ilustração, onde trabalha com diversas formas de arte. Foi lá, inclusive, que nasceu o logotipo da nossa querida galeria, Arte Viralata.

Além disso, já mandou para a conta duas participações no fatídico “Entremostras”, na Fundação Cultural BADESC e atualmente, está trabalhando em algumas surpresas que estão por vir – incluindo uma nova e promissora série chamada temporariamente de “Os Rufos – Temporal”.

Curtiu? Adivinha onde você pode encontrar as obras do Beto? Aqui, no Arte Viralata, é claro, chega mais!

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