Hambúrgueres e Graffiti – Terreno Fértil para a Imaginação de Stefano Lolli, o Lençol

Camisetas com estampas de frutas tropicais. Chapéu de marinheiro. Fala mansa. Uma barba de respeito. Apetite voraz por hambúrgueres e o mundo na ponta do lápis. Estes são apenas alguns dos muitos atributos que compõem a entidade Stefano Lolli Robustelli – o Lençol.

Nascido em Manaus, este tímido designer gráfico de 26 anos já morou em tanta casa que nem se lembra mais. Desceu da Amazônia, passou pela selva de concreto e veio parar aqui, na ilha da magia.

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Foi em 2007 que seu caminho se encontrou com o graffiti. Crescido na rua, ao som do hip hop,  conheceu um amigo que pintava e a partir desse primeiro contato, começou a aplicar sua criatividade nos muros da cidade. Do alto da maturidade dos seus 19 anos, resolveu grafitar o muro de uma igreja…e tomou dura da polícia. Foi apenas uma entre tantas outras que estariam por vir. Felizmente, isso não foi motivo para impedir que a imaginação do Lençol continuasse a ser impressa nos muros das cidades por onde andou.

Em suas andanças pelos dias atuais, sempre está acompanhado pela música e pela vontade de experimentar coisas novas, lugares novos e sabores novos – aliás, recentemente descobriu que abacate amassado com sal e limão é coisa de deus. Mas seu hobby preferido é mesmo desenhar o que bem entender. E ele tem talento de sobra para bancar a parte do “bem entender”.

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Minha filosofia de vida é experimentar as coisas e tentar deixar tudo o mais especial possível – e se entre os experimentos ele puder devorar um hambúrguer, melhor ainda.

Além de comer hambúrgueres, grafitar e ser demais, Lolli curte bastante trabalhar com ilustração digital. Em suas obras, gosta de tentar representar as coisas através de uma ótica mais poética, brincando bastante com as cores e flertando com temas latino-americanos e do cotidiano. Lençol se inspira nas pessoas que gosta, naquilo que acontece em seu dia a dia, naquilo do que sente saudades e naquilo que gostaria que acontecesse, mas que não acontece. Experimentar, misturar e aprender são os verbos que mais participam do processo criativo de suas obras.

E quando perguntamos para ele qual é o papel da arte em sua vida, a resposta é certeira: “Acho que é o único meio onde me sinto vivo de verdade.”

Pois é. Estamos chegando ao final do post e a pergunta que não quer calar, é: de onde veio o apelido “Lençol”? – Das roupas que eu usava: eram tão largas, que pareciam um lençol. Pronto, mistério desvendado!

Para levar um pedaço da imaginação deste figura para casa, não tem treta. É só dar um chega mais na galeria virtual de street art mais gente fina do Brasil e ser feliz. Lembrando que o Lençol é artista do mês, e que por isso, todas as suas obras estão com frete grátis até o dia 30. Vem!

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Conheça a leveza dos personagens do Tosko – que de tosco, não tem nada.

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Fernando Pimentel, o Tosko.

O nome do cara é Fernando Pimentel, mas ele assina suas artes como “Tosko“. Entretanto, “toscas” seria o último adjetivo que poderíamos utilizar para descrever as obras deste simpático, pacato e talentosíssimo artista de Limeira, interior de São Paulo.

Fazem parte de seu acervo telas originais extremamente suaves e delicadas. A combinação de cores é um espetáculo à parte. Tosko parece ter a fórmula certa para misturar e equilibrar com maestria uma paleta infinita de tons pastéis. Contudo, foi depois de aprontar bastante e de se apaixonar pela capoeira durante sua infância, que começou o envolvimento com a arte:

Ao contrário de muitos, comecei a me envolver com arte apenas na adolescência, influenciado pelo rap. Conheci o movimento hip hop através de revistas dessa época, comecei a treinar em cadernos, a percorrer eventos de hip hop, graffiti… e a arte foi tomando conta naturalmente.

 

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Tela Original | Subsistência

E mesmo podendo estar sujeito a ser enquadrado em um estereótipo que muitos manés por aí julgariam subversivo, atualmente você pode encontrar o boa praça do Tosko na escola lidando com crianças – sim, além de adornar os muros de Limeira com seus graffitis incríveis, o professor Fernando Pimentel ministra aulas de arte nas redes de educação estadual e particular em sua cidade natal.

A arte é o meu ganha pão, meu sustento, meu bem estar, meu pensamento, são minhas ideias que estão em um estado abstrato e posso concretiza-las em muros pelas cidades e telas.

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E quando a gente pergunta pra ele o que mais gosta de retratar e expressar em suas obras, a resposta vem afiada – Tento trabalhar a leveza dos personagens, junto com elementos naturais como plantas, flores e animais. No ano de 2013 comecei uma série chamada “Simbiose” – tema do meu trabalho de conclusão da faculdade – onde busco elevar o pensamento e criar um novo olhar para as situações relacionadas em cada pintura. Cada trabalho conta uma história através de seus animais e a “simbiose” com os humanos, no intuito de colocar todos os seres vivos em uma mesma mensura e dimensão hierárquica no plano terreno.

Ainda que tenha um estilo bem marcado e participe ativamente do universo da arte urbana, Tosko não é de buscar rótulos para o seu trabalho – apenas desenho e realizo as pinturas por uma necessidade além de rótulos ou técnicas, diz o artista.

Além de propagar conhecimento e melhorar a estética da cidade, Fernando Pimentel tem seu currículo lotado de participações de peso dentro e fora do Brasil. Indo desde festivais, bienais e projetos em vários estados diferentes, até uma exposição em Santiago do Chile. Por sorte, o Fernando topou encarar este desafio conosco, e faz parte do  acervo espetaculoso de artistas do Arte Viralata. Quer levar uma obra original dele para casa? É só clicar aqui e ser feliz!

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Sejam bem-vindos ao Fantástico Mundo de Beto Butter

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Age of Aquarius – Tela Original, por Beto Butter.

Às vezes é preciso que façamos uma escolha equivocada para que sejamos empurrados em direção ao caminho certo e assim, andar de mãos dadas com a nossa vocação e dar asas a criatividade. Essa ruptura, para Beto Butter, deu luz a um universo paralelo que orbita entre a crítica social, o sarcasmo, sentimentos e angústias pessoais. Tudo materializado através de simpáticos animais antropomorfos cheios de cores e que ganham vida através de traços inconfundíveis.

“A arte hoje é minha vida, sem sombra de dúvidas. Ainda me pego pensando no tempo em que passava 8 horas trancado numa sala, cheio de processos no colo. Era triste” – diz o artista que é provavelmente uma das figuras mais conhecidas do cenário da street art de Florianópolis. Assim como muitos de nós, Beto precisou dar um passo para trás, para poder dar vários passos para frente, rumo a sua maestria e realização pessoal.

Nascido em Tubarão, Santa Catarina, aos 6 anos, mudou-se para a capital do estado, munido de seu arsenal de 120 lápis coloridos da Faber Castell, onde aos poucos foi descobrindo que a arte o divertia: “Desenhava o amigo, a maioria dos cartoons que eu assistia, e assim ia. No colégio, fazia quadrinhos – ainda lembro – os professores eram os vilões e os alunos, os heróis. Quando completei 17 anos, tive que escolher minha carreira. Erroneamente escolhi Direito, curso no qual persisti até a penúltima fase”.

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Beto Butter

Graças ao incentivo de sua avó – que teve uma participação significativa e bastante presente durante a sua criação – ele foi, desde a infância, um ser humano imerso e deslumbrado pela arte. Porém, segundo ele, levou bastante tempo até que começasse a se envolver com a arte urbana: “Comecei tarde a ir pra rua e a voltar a pintar telas. Conheci um artista que foi o grande responsável pela minha imersão no mundo da street art, mostrando cada processo desta nova manifestação artística. Em 2012, ele me levou para fazer uns graffitis, que acabaram me seduzindo de forma cruel. Não deram 3 dias e eu estava pedindo transferência para o curso de Design Gráfico”.

Recomeçando do zero, apostou tudo o que tinha nesta ruptura e descobriu um interesse voraz pela arte digital. A partir daí todas as suas apostas giraram exclusivamente em torno do que lhe dava gosto fazer, até que conseguiu participar do evento Entremostras na Fundação Cultural BADESC – incentivo que simplesmente o capturou de forma definitiva como artista.

A curiosidade em relação a arte gráfica era algo que o acompanhava desde muito, já que sempre quis saber como poderia fazer “aquelas montagens bacanas” e a pintura digital. Isso diz muito sobre o seu estilo característico, que consiste em uma mescla bem-humorada entre desenhos, pintura, spray fotos e digital. Em suas palavras, “é impossível brincar com um jogo só, então decidi testar tudo: tive minha época de acrílico, de giz pastel, óleo, aquarela, spray, etc. Hoje eu misturo tudo, gosto de usar spray e acrílica, na maioria das telas”.

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Loka por Tu, print por Beto Butter

Até mesmo fotos de desconhecidos encontradas no lixo, servem como playground para a imaginação do artista, como em sua obra “Loka por Tu” – e através das mais variadas técnicas, Beto retrata na maioria de suas obras o homem na pele do animal, sempre imprimindo em seu canvas uma situação a ser descoberta, algum momento compartilhado ou até mesmo alguma agonia.

“Procuro focar meu trabalho na adaptação do animal ao império rotativo do homem: nós mudamos nosso habitat de maneira absurdamente rápida, de forma que os animais ainda não se adaptaram a tantas mudanças. Busco mostrar o animal evoluído à pele do homem e uma curiosidade que eu gosto de mencionar, é que os animais que retrato com cauda, são de fato animais, os sem cauda são apenas humanos usando máscaras”

Hoje com 27 anos, e ainda um grande fã de cartoons, Beto dá os primeiros passos em direção ao empreendedorismo, como um dos sócios da Brick by Brick Design & Illustration – um studio de design e ilustração, onde trabalha com diversas formas de arte. Foi lá, inclusive, que nasceu o logotipo da nossa querida galeria, Arte Viralata.

Além disso, já mandou para a conta duas participações no fatídico “Entremostras”, na Fundação Cultural BADESC e atualmente, está trabalhando em algumas surpresas que estão por vir – incluindo uma nova e promissora série chamada temporariamente de “Os Rufos – Temporal”.

Curtiu? Adivinha onde você pode encontrar as obras do Beto? Aqui, no Arte Viralata, é claro, chega mais!

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Sobre o bizarro, o sublime e a eternidade – a genialidade inapagável de R.Hora

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Raphael Hora – R.Hora. O inesquecível “Tuba”, para os mais chegados.

É tão natural quanto o fato de a Terra ser redonda, dizer que Raphael era dotado de um talento genial – apesar de, infelizmente, não tê-lo conhecido. Como toda galeria de arte, nós, vira-latas, também temos um processo de curadoria que envolve a busca por novos artistas. Neste caso, foi o Raphael que chegou até nós, através da indicação de uma grande amiga em comum. Segundo nossa humilde opinião, esta é a maior prova de que seu legado, sua personalidade e toda a sua trajetória, regalaram-lhe o poder da eternidade. Ao ver suas obras pela primeira vez, ficamos embasbacados -não há outra palavra que descreva melhor a nossa reação.

Desta vez, quem conta a história do artista, é alguém que o conhecia provavelmente melhor do que ninguém – e que é também, possivelmente, uma das melhores pessoas que nós conhecemos – seu irmão, a gentileza em pessoa, Pedro Staite:

Raphael Staite da Hora, ou R.Hora, nasceu em 1985, no Rio de Janeiro – cidade onde passou a vida toda. É difícil precisar o momento em que começou a se dedicar ao desenho, porque ele sempre foi visto desenhando (desde as séries mais pueris do colégio, ou em casa, no trabalho, no ônibus, no bar, em qualquer lugar). Era muito comum, por exemplo, ele travar longas conversas com alguém, mas sempre olhando para o caderno, desenhando casualmente alguma coisa que ficaria absurda e surpreenderia o interlocutor.
Considerando o nosso método bolorento de aferição de aprendizagem, Raphael sempre foi um péssimo aluno, pois destinava sua genialidade para o que infelizmente a escola ignora. Mostrava-se aos poucos um talento que crescia com um nível extraordinariamente constante. Ele cresceu até o fim.

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Coruja

Embora nunca tenha se dedicado a algum curso formal de arte, Raphael sempre se interessou em aprender ― às vezes com amigos, às vezes na marra ― novas técnicas e a enriquecer o próprio estofo com novas referências. Cursou desenho industrial na faculdade e trabalhou como designer e ilustrador em diversas agências do Rio de Janeiro.

Concomitantemente ao trabalho, Raphael continuava a refinar seu estilo e a produzir. Ele sempre foi fortemente influenciado pelas artes das cartas de baralho e pelo visual predominante entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Era comum também recorrer a animais ― elefantes, cervos, besouros e, sobretudo, raposas ― em seus desenhos. Boa parte de suas ilustrações contém uma dualidade marcante: é difícil, por exemplo, conferir fofura a um cervo antropomórfico embriagado e com o coração exposto, mas ele conseguia. O bizarro e o sublime (ou o parente mais habitual, o tragicômico) costumava ter espaço em suas obras, como se fosse um aviso de que, se o mundo está bonito demais para alguém, esse alguém está enxergando o mundo com uma boa vontade entorpecedora.

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Boxe

As obras expostas no Arte Viralata foram feitas em nanquim sobre papel e depois coloridas e finalizadas digitalmente. Esse foi o processo predominante nos últimos anos de sua vida, interrompida tragicamente em virtude de um suicídio. Ele saiu dessa nossa festa horrível e maravilhosa aos 29 anos, e uma das especulações mais óbvias que rondam sua memória é a de que, em muito pouco tempo, teríamos um gigante artístico por perto. Claros sinais de sua grandeza, por sorte nossa, estão espalhadas por aí.

 

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Muito além do que os olhos podem ver

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…e é neste clima de arte urbana argentina que temos o orgulho de apresentar outro grande talento integrante do projeto Arte Viralata: Henry Peyloubet.

Nascido na pequena cidade de Pilar, na província de Buenos Aires, Henry teve a sorte de crescer e se desenvolver em um berço particular de arte. Filho de artistas plásticos, trabalhou desde a infância até a adolescência no ateliê de seu pai – que além de artista, também era ourives.

Ao completar 18 anos, juntou suas coisas e mudou-se para Florianópolis – lugar de onde nunca mais saiu.

Com o falecimento de seu pai, seu coração foi tomado por nuances de preto e branco – o que fez com que seu interesse pela arte ficasse adormecido durante muitos anos. No entanto, em um processo quase que natural, começou a sentir a necessidade de externar e expressar aquilo que o vinha consumindo.

Foi quando logo após o rompimento de um intenso relacionamento, deu-se o surgimento de uma faísca que logo acenderia um fogo difícil de ser apagado – e sem planejar absolutamente nada, aos 24 anos começaram a surgir os primeiros rabiscos. Logo em seguida, veio a experimentação de novos materiais como aquarela e nanquim, até chegar na tinta acrílica e no spray.

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“As minhas obras retratam meu mundo, minhas relações, as mulheres que passam na minha vida. Contam meus amores e desamores, por tudo que me apaixonei e tudo que de alguma forma me tocou” – ressalta.

Atualmente Henry é designer e jogador de hóquei sobre grama – contudo, para nossa alegria, seus laços com a arte seguem estreitando-se cada vez mais:

“A arte para mim é o momento, o processo, onde coloco tudo pra fora, independente do resultado e da estética. Sempre estou contando alguma estória, algo que está me apertando o peito, ou fazendo ele bater mais forte. É um processo de total libertação e intimidade”.

Dotado de uma sensibilidade aguçada e de sentimentos intensos, ele busca transmitir todo seu turbilhão de emoções através de sua arte:

“Costumam ficar resquícios do processo nas pinceladas, na força, ou no movimento que as cores propõem. É a forma que tenho de capturar aquilo que é invisível aos olhos. Procuro expressar o lado mais sensível e dramático do ser”.

A técnica preferida do nosso argentino manezinho é o nanquim, de traços soltos, livres, sem a possibilidade de correção – embora ultimamente venha utilizando também tintas acrílicas e spray. Na maioria de suas obras, podemos encontrar tons contrastantes e vibrantes, rostos femininos com grandes olhos e olhares cortantes, daqueles que parecem fitar diretamente quem os contempla.

“A arte diz quem sou, fala mais de mim do que eu mesmo, com minhas limitadas palavras. Não imagino uma vida sem arte. Ela é a linguagem da alma”.

Quando o assunto é a inspiração, ele diz que ela vem das pessoas, do que elas o fazem sentir, ou no que ele consegue enxergar através dos olhos delas – na beleza de algumas lágrimas e também no peso que estas pessoas carregam.

Henry também canaliza toda a sua sensibilidade para causas do bem, altamente relevantes para a transformação da sociedade. Ele também participa do projeto Cidades Invisíveis, que disponibiliza a venda de produtos personalizados por diversos artistas – e cuja renda obtida é revertida para benfeitorias em diversas comunidades locais.

Conheça, abaixo algumas de suas obras. Gostou? Então vem, porque todas elas estão disponíveis aqui.

Aquarelas, mandalas e good vibes. Conheça um pouco mais sobre a Jacque López.

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Nascida e criada em Floripa e no auge de seus 28 anos, Jacque divide seu tempo com maestria entre sua profissão, a arte e o auto-conhecimento – seja através da prática do yoga ou se perdendo entre um mundaréu de livros ao mesmo tempo. “Acredito que se a gente praticar o bem, recebemos em troca. A vida nos presenteia a toda hora só precisamos estar atentos a essas maravilhas”, diz ela.

A iniciação de Jacque no mundo da arte começou sem muita pretensão, quando ela já trabalhava como publicitária na área de direção de arte, achando que nunca realmente estava “criando” algo significativo, como a arte por si própria.

Pelo fato de estar rodeada por ilustradores, começou a rabiscar aos poucos, mas sempre com muita auto crítica. “Acho que por isso demorei tanto tempo para realmente me dedicar, é o grande medo do homem: falhar. Mas certo dia entendi que na arte não existe isso, a arte é única. Não há certo e errado”, diz. A partir do momento em que ela internalizou este pensamento, surgiu a vontade de experimentar, crescer e se desenvolver. Ela gosta de dizer que a sua arte vem do coração, já que não possui formação artística acadêmica.

“Eu gosto de artes fluidas e mandalas. Eventualmente testo personagens e animais, mas eu me sinto mais a vontade quando faço artes com fundos abstratos e mandalas. No entanto, todas elas tem um ponto em comum: são todas com sentimentos bons e cores suaves. Gosto de despertar um sentimento bom em quem olha, a ideia é provocar uma sensação agradável. Por isso raramente pinto quando estou triste. Acho que isso passa para a pintura”. Não tem nem o que dizer, né, gente?

Através da aquarela com nanquim, e às vezes da tinta acrílica, ela expressa toda a sua candura, positividade, espiritualidade, a fluidez da vida e o amor pela natureza.

Como se tudo isso não fosse lindo o suficiente, Jacque também participa do projeto Cidades Invisíveis, que conta com o envolvimento de variados artistas na criação de produtos cuja renda adquirida é revertida para ajudar diversas comunidades.

Confira abaixo algumas obras da Jacque que estão a venda no arteviralata.