Este não é um post deprê: conheça o livro “Memorial Leve”, de Pedro Staite

Um dos mais geniais artistas da nossa galeria, Raphael Hora, infelizmente não faz mais parte dessa loucura linda e cruel, mais conhecida como “vida”. Talvez ele não esteja mais participando fisicamente deste fuzuê – mas com certeza seguirá vivo através de sua arte e das memórias que imprimiu nos corações daqueles que o amavam.

Ao suicidar-se, em dezembro de 2014, Raphael deixou lembranças que não podem ser caracterizadas como floridas e cheias de cores, principalmente no pensamento de seu irmão (e uma das pessoas mais legais que já tivemos o prazer de conhecer), Pedro Staite.

Depois de muitos dilemas internos, preocupações com julgamentos externos, e de muita perturbação por parte dos amigos, Pedro decidiu trazer a público as reflexões sobre a experiência avassaladora de encontrar o seu irmão, sem vida, dentro de casa.

Mórbido, não? Não. Através de uma escrita suave, de excelente qualidade e – acredite – muito bem humorada, ele sapateia em cima do tabu que estamos mais acostumados a conhecer como “morte”. São 70 páginas que passam voando e que mais parecem uma montanha russa de sentimentos. É possível, de um parágrafo para outro, experimentar um aperto terrível no coração e logo, uma gargalhada impensada – que inclusive provoca um sentimento de culpa por haver existido.

Mesmo para quem não teve o privilégio de conviver com o Raphael, “Memorial Leve – ou o que aconteceu depois que entrei naquela cozinha” é uma excelente leitura – uma vez que nos ajuda a abrir mão de ideias pré concebidas de luto e a perceber o quão particular é a maneira de cada um de lidar com a morte.

E como se já não existissem motivos suficientes para lê-la, a obra termina por revelar um talento de Pedro que todos a sua volta já sabiam que existia, mas que precisou de um motivo muito forte para ser trazido a público. Que bom que ele resolveu dividir seus textos incríveis e sua experiência com a gente.

Para comprar o livro, basta clicar aqui. Custa apenas o valor simbólico de R$ 5,99 – que irão ajudar o Pedro a pagar as contas de casa – e vão te ensinar a enxergar o tema com outros olhos, e principalmente, com menos ovos a serem pisados.

Se interessou pelas obras do saudoso Raphael Hora? Você pode adquiri-las clicando aqui, ou nas fotos abaixo:  

Top 10 intervenções da zueira: Fofas, Intrigantes e Irreverentes

E aí, galera do bem? Estávamos dando aquele rolé maroto na web, quando resolvemos listar aqui um TOP 10 de intervenções fofas, intrigantes e irreverentes.

arteviralata.com.br –  Para dar um confere na loja!

10° Posição – Porque também há angústia, dilemas e afeto entre quadros de luz (ou seja lá o que isso for). Poderíamos dizer, inclusive, que esta cena contém doses de amor bem superiores às de certo corações por aí. Mah que fofura, ôe!

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9° Posição – Uma luz no fim do túnel? Não! Uma ilha deserta, um oásis na selva de concreto, pintado por crianças visionárias. Por quê é que nunca pintaram um desses dentro do Detran ou do Cartório Eleitoral?

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8° Posição – Conectividade urbana. Mas é claro que a ARTE não considerou a tomada de 3 pinos do Brasil, né?

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7° Posição – Atenção redobrada ao abrir esta porta! Trá, trá, trá…(x 435.646)

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6° Posição – Área de fumante? Não por aqui. Área reservada pra comer sua tortinha 🙂

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5° Posição – R.I.P. Amiguinho.

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4° Posição – Hail to the King! Não… Hail to the Polvo! Não… Hail to the Hidrante.

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3° Posição – Inclusão e diversidade. Permitida a entrada de ninjas (ok, como se eles precisassem de permissão para entrar em algum lugar) 😉

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2° Posição – Vice-campeão. Artista sagaz combinou a arte perfeita com o cenário perfeito. E a sombra? Não sei por quê, mas essa imagem produz um link direto com a situação atual do povo brasileiro.

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1° Posição – Simples, genial e com uma dose de politicamente incorreto. Esse mister zoeira é campeão da intervenção, mas esperamos que ele entenda que não pode usar esse banheiro, a menos que ele seja o Professor Xavier nessa história.

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